segunda-feira, 11 de abril de 2022

"...
A imagem do Cruzeiro resplandece."

Essa imagem, também publicada no Facebook na época daquela da postagem anterior, foi obtida a partir do mesmo conjunto de fotos.

O esplendor do Cruzeiro do Sul me remeteu ao nosso Hino Nacional – "... A imagem do Cruzeiro resplandece."


O empilhamento também foi feito no DeepSkyStacker (DSS), usando o método de integração 'Corte Kappa-Sigma' (Kappa-Sigma Clipping). Como a integração foi feita com o aproveitamento de todas as fotos (100), o tempo total de exposição é um pouco maior que o da imagem da outra postagem – 10 minutos (100 x 6s (tempo de exposição de cada foto)). Para destacar o Cruzeiro do Sul, a imagem foi recortada sem ampliação (100% crop). Pode-se ver também, com maior ou menor destaque, outros corpos celestes, como a nebulosa escura conhecida como Saco de Carvão, no canto inferior esquerdo, e o cluster de estrelas Poço dos Desejos, bem à direita.

Imagem anotada

Informações relativas à calibração astrométrica da imagem:
http://nova.astrometry.net/user_images/5767121#annotated


quarta-feira, 30 de março de 2022

Céu Estrelado Sobre a Nossa Casa
Região do Cruzeiro do Sul à Carina




"Céu estrelado sobre a nossa casa" – sob esse título publiquei essa imagem há quase um ano no perfil da minha esposa no Facebook.





A imagem foi obtida pelo empilhamento de 100 fotos no DeepSkyStacker (DSS), configurado para usar o modo de integração 'Média Ponderada da Entropia' (Entropy Weighted Average) e aproveitar apenas as 80 melhores (80%). O tempo integrado ou tempo de exposição total da imagem é de 8 minutos (80 fotos com 6 segundos de exposição cada). A imagem acima é a obtida após a integração, processamento e recorte para o formato 16x9 no Adobe Lightroom e uma correção cosmética de luminosidade com o Fotos do Windows 10.

As fotos foram tiradas em 18 de maio de 2021, entre 20:25 e 20:38, com a objetiva da câmera, uma Tamron 18-400 ajustada a 50mm, dirigida para o Sul (180°) e com uma elevação de 60° sobre o horizonte. Foi usada abertura f/4,5, ISO 1600 e exposição de 6s.

Abaixo, a imagem com a identificação das estrelas e das constelações. Os dados astrométricos da imagem podem ser consultados em



quarta-feira, 23 de março de 2022

Há muito tempo e muito longe do meu pátio

Há dez anos, em 23 de março de 2012, tirei uma série de fotos da aurora boreal no Mar de Barents, norte da Noruega, e publiquei esta no meu perfil do Facebook, que acabou se tornando minha primeira astrofotografia, já que a tentativa de fotografar aquele eclipse total do Sol, décadas antes, havia sido um retumbante fracasso.

Numa primeira tentativa de identificar as estrelas que aparecem na foto, sobrepus, sob a forma de uma imagem transparente, um mapa estelar "extraído" (screenshot) de uma visualização do planetário virtual The Sky Live Online Planetarium para o local, data, hora e campo de visão da foto, obtendo a imagem abaixo.

Para ver se a aurora boreal atrapalharia a calibração astrométrica da imagem, eu havia enviado no ano passado uma foto, não essa, para o site Astrometry.net. A calibração foi feita sem nenhum problema. Embora muito parecidas são fotos diferentes e como essa acabou se tornando "histórica", ou melhor "pré-histórica", por ter sido publicada no Facebook antes de eu sequer conhecer o termo Astrofotografia, resolvi agora, para comemorar seus 10 anos, enviá-la também para calibração. Abaixo os resultados obtidos.


Calibration

Center (RA, Dec):(251.555, 23.397)
Center (RA, hms):16h 46m 13.176s
Center (Dec, dms):+23° 23' 48.188"
Size:44 x 29.2 deg
Radius:26.409 deg
Pixel scale:32.2 arcsec/pixel
Orientation:Up is 352 degrees E of N
 



Todas as informações relativas à calibração astrométrica da foto estão disponíveis aqui.

sábado, 25 de dezembro de 2021

Feliz Natal!



Estrela de Belém

Nessa época sempre ressurgem as teorias relativas à bíblica Estrela de Belém, Estrela de Natal ou Estrela-Guia, que teria guiado os Reis Magos até o local do nascimento de Jesus. Das várias teorias surgidas ao longo dos séculos, todas sem comprovação, uma das que ainda persiste é a de uma conjunção planetária, defendida por Johannes Kepler em 1614 e que, com diferentes variações, tem seguidores até hoje. 

Em dezembro do ano passado ocorreu uma conjunção de Júpiter e Saturno, a qual a mídia se referiu como a grande conjunção, chamando a atenção para o evento astronômico e também para as teorias sobre a Estrela de Belém. Embora essas conjunções não sejam tão raras, ocorrendo a cada 20 anos aproximadamente, uma com tal perfeição de alinhamento não acontecia há séculos. Daí a sua singularidade, ainda que vá se repetir daqui a "apenas" 60 anos. No dia de maior proximidade, ou seja, de melhor alinhamento, 21 de dezembro de 2020, a distância visual entre eles era de apenas 0,1°.

O pensamento predominante hoje é de que a estrela bíblica não corresponde a nenhum evento astronômico, mas a ocorrência da Grande Conjunção de Júpiter e Saturno às vésperas do Natal de 2020 foi, sem dúvida, um grande apelo, sugestivo e inspirador, à nossa imaginação e ao debate sobre a Estrela de Belém.

Na ocasião publiquei essa foto do evento, feita com uma teleobjetiva de 600 mm no dia 22/12/2020, no meu perfil do Facebook; este blog ainda não existia. Nela vê-se Saturno e um pouco acima Júpiter e as quatro luas de Galileu – de baixo para cima, Ganimedes, Io, Calisto e Europa. Clique sobre a foto para acessá-la em tamanho grande.


sábado, 4 de dezembro de 2021

Ainda a Via Láctea - última postagem do ano sobre...

Como já dito em uma postagem anterior, a época já não é mais propícia à observação/fotografia da nossa galáxia e, dada a grande quantidade de fotos tiradas no dia 13 de junho, cobrindo um período de três horas, resolvi, para completar o trabalho com a Via Láctea neste ano, empilhar um outro grupo de fotos. Como já fiz uma imagem com as fotos do fim da série e as do início produziriam, por causa da semelhança de horários, uma imagem parecida àquela do dia anterior, a opção óbvia foi por um grupo de fotos do meio da série.

As fotos selecionadas foram integradas (empilhadas), resultando, após o processamento e a edição, a imagem abaixo. 

A calibração da imagem foi feita, como nas outras, através do serviço do site Astrometry.net e os seus dados astrométricos estão disponíveis em

https://nova.astrometry.net/user_images/5374640#annotated


A Via Láctea sobre Pelotas, RS, em meados de junho, ao longo da noite






Um pouco antes das 8 da noite
(Foto de 12 de junho, publicada originalmente aqui no blog em 04/11/21)












Em torno das 22hs
(Foto de 13 de junho, publicada nesta postagem)












Cerca da meia-noite
(Foto de 13 de junho, postada originalmente em 19/11/21)









Imagens da Via Láctea ao longo da noite aqui em Pelotas, no fim do outono, quando se olha para o Sul. Infelizmente, por causa da elevada poluição luminosa, nada ou quase nada disso se vê a olho nu. O céu de Pelotas é classificado como classe 7 na Escala de Bortle – o máximo é 9! E quanto mais alto, pior. A luminosidade do céu daqui no zênite é de 3340 μcd/m2, sendo que 3170 μcd/mprovêm da iluminação artificial, ou seja, 95% é poluição luminosa.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Além da Via Láctea

Como publiquei na minha página do Facebook sobre Astrofotografia, já ao fazer a primeira foto da Via Láctea percebi as enormes limitações do meu "observatório" para fotos de campo amplo e resolvi aventurar-me também em um outro ramo da astrofotografia: a de céu profundo. Nessa modalidade se usam lentes com distâncias focais maiores, consequentemente com campos de visão mais estreitos, para fotografar objetos ou grupos de objetos específicos; escolhendo objetos em posições elevadas sobre o horizonte, pode-se contornar tanto o problema dos obstáculos visuais como o da poluição luminosa, pois essa diminui do horizonte para o azimute.

Naquela época do ano – Outono – a Grande Nebulosa de Carina e alguns aglomerados estelares próximos estavam bem altos no céu antes da meia-noite; uma condição muito favorável para seu registro fotográfico.

Essas são minhas primeiras fotos de céu profundo. Feitas em março e abril de 2021, foram originalmente postadas e usadas como foto da capa no meu perfil do Facebook.

Tanto numa como noutra, vê-se, à esquerda, o aglomerado aberto de estrelas (open cluster) NGC 3532, conhecido como Poço dos Desejos, Almofada de Alfinetes e outras denominações populares, e, à direita, a Grande Nebulosa de Carina, catalogada como NGC 3372.

Para tirar as fotos foi usada, em ambos os casos, uma Nikon D5100 e uma lente superzoom Tamron 18-400mm ajustada a 135mm. A imagem da esquerda foi obtida pelo empilhamento de apenas 4 fotos tiradas com abertura f/5,6, ISO 3200 e 2,5s de exposição; a da direita, pelo empilhamento de 100 fotos, com as mesmas abertura e ISO e exposição de 4s. O software usado no empilhamento das primeiras foi o Sequator, com a opção "Combinar 4 pixels" (Merge 4 pixels) ativada, o que aumenta a sensibilidade, mas reduz a resolução a um quarto. Para as outras foi usado o DeepSkyStacker, sem fusão de pixels. Essa diferença de processamento resultou em imagens com resolução diferente. Ambas foram recortadas, sem alteração de escala (ampliação ou redução), para enquadramento do objetivo.

domingo, 21 de novembro de 2021

A foto que ficou na tentativa

A época do ano já não é mais propícia para observar e/ou fotografar a Via Láctea, mas há alguns dias voltei a tentar fotografar a nossa galáxia.

Acontece que em 7 de novembro, ao cair da noite, a Lua nova e Vênus apareciam justo sobre o centro da Via Láctea. Olhei no Stellarium e... legal! Vai dar uma bela foto, incomum! Só que não... acabou na intenção, ficou na tentativa frustrada.
Ao usar uma exposição maior, 8s, para captar a luz da Via Láctea, a luminosidade da fina lua nova inundou toda a foto. Repetiu-se, de certa maneira, o ocorrido há mais de 50 anos, quando tentei fotografar o famoso eclipse total do sol de 1966 - lembram?... contei a história na postagem de 12 de novembro.

Poderia ter sido uma foto interessante se eu soubesse como captar a tênue luminosidade da galáxia, sem que a luz dos menos de 6% de lua alagasse tudo. Além da lua nova, transformada em um pequeno sol brilhante, aparece Vênus e várias constelações, como Sagitário e Escorpião (só a cauda), entre as quais se veria o centro da galáxia, mas... não se vê!

Estiveram presentes também os inimigos da Astrofotografia: as nuvens, que no caso não atrapalharam, até ajudaram a compor a foto, a obstrução visual do céu – construções, árvores – e, o principal, a poluição luminosa, aqui reforçada agora por um poderoso holofote, em um edifício próximo em final de construção, que ilumina as paredes da minha casa.


No planetário virtual Stellarium se vê assim; o mais proeminente é Vênus e não a Lua nova como na minha foto.


Tentativa frustrada, mas vou aprendendo... kkkk

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Via Láctea – do centro da galáxia até o Cruzeiro do Sul



A Via Láctea sobre a nossa casa

A Via Láctea em todo o seu esplendor, desde o centro da galáxia, no alto, até a região das constelações Cruzeiro do Sul, Musca e Carina, junto à árvore.




Imagem resultante do empilhamento no Deep Sky Stacker (DSS) das últimas doze fotos da série de 540 usada para fazer o vídeo time-lapse da publicação de 7 de novembro.
Após o processamento, sobrepôs-se um recorte da quina da casa e dos galhos de árvore com sua luminosidade original.
Fiquei em dúvida sobre qual versão prefiro. É a mesma imagem do céu.

Essa foto, cobrindo a Via Láctea desde as constelações Sagitário e Escorpião até o Cruzeiro do Sul, é como uma "soma" de duas anteriores – a de março, postada em 30 de outubro, e a de 12 de junho, um dia antes dessa, postada em 4 de novembro. A foto de março registra a porção da Via Láctea que se estende das constelações Sagitário e Escorpião, onde está seu centro, até Circinus e o Triângulo Austral e a outra, daí até o Cruzeiro do Sul e Carina.

Para a determinação dos parâmetros astrométricos, através do serviço propiciado pelo site Astrometry.net, a imagem foi recortada, sem alteração de escala, para eliminar os elementos terrestres – casa, árvores; não foi possível determinar na imagem completa.

Calibration

Center (RA, Dec):(256.212, -49.560)
Center (RA, hms):17h 04m 50.910s
Center (Dec, dms):-49° 33' 35.881"
Size:93.7 x 62.1 deg
Radius:56.210 deg
Pixel scale:85.7 arcsec/pixel
Orientation:Up is 352 degrees E of N
Os arquivos com os dados astrométricos, assim como diferentes opções de visualização, análise e comparação da foto estão disponíveis em

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

12 de novembro de 1966 – Eclipse Total do Sol

12 de novembro de 1966 foi uma data histórica. Ocorreu aqui um evento que só se repete no mesmo lugar com intervalo de séculos – um eclipse total do sol.

Eu havia acabado de comprar minha primeira câmera, máquina fotográfica como era comum se chamar na época, e fui em uma excursão da faculdade, que eu tinha concluído no ano anterior e da qual havia me tornado Auxiliar de Ensino, à praia do Cassino, para observar o eclipse e o lançamento de mais de uma dezena de foguetes pela NASA.

Naquela oportunidade tirei minhas primeiras fotos, ou melhor, "slides" – fotos em filme positivo que podiam ser projetadas – e uma delas teria sido minha primeira astrofotografia, ainda que eu não conhecesse o termo e talvez até nem existisse. Só que, infelizmente, não!!! O que era pra ser a foto do ápice do evento saiu apenas como um disco brilhante sobre um fundo escuro, azul arroxeado – a luminosidade da coroa foi suficiente para clarear na foto todo o disco solar, que estava totalmente escurecido no momento do eclipse.

Não tive sucesso nessa minha primeira "astrofotografia", mas fiz várias fotos documentando o evento na praia do Cassino.

Há cinco anos, em 2016, para comemorar meus 50 anos de fotografia, publiquei no meu perfil do Facebook um resumo de como vivenciei o evento do eclipse solar total
e um álbum com algumas das fotos tiradas.


domingo, 7 de novembro de 2021

Via Láctea no Fim do Outono (Junho)


Essa época, meados de junho, é ótima para se observar a Via Láctea – em uma área sem obstáculos e com céu escuro é possível ver o arco completo, de horizonte a horizonte. Infelizmente não é o caso, mas tem-se aqui uma bela vista da Via Láctea "passando" sobre a casa. Surgindo à esquerda e subindo até o topo, está o centro da galáxia, entre as constelações de Sagitário e Escorpião, e no centro, descendo em direção ao limoeiro, aparece o Cruzeiro do Sul e o Saco de Carvão. O tempo real dessa "passagem" é de três horas.

Vídeo time-lapse 4K criado no Corel VideoStudio com 540 fotos tiradas com uma Nikon D5100 com lente Tokina 11-16mm @11mm, f/2,8, ISO 1270, exposição de 15s, em formato RAW, processadas no Adobe Lightroom. As fotos foram batidas em 13/06/2021 das 20:45:00 às 23:44:56 com duração de 15s cada e intervalo de 5s entre elas. O vídeo é em 30fps e cada foto é um frame; assim cada segundo do vídeo corresponde a 600s em tempo real, ou seja, a velocidade do vídeo é 600x a real.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Via Láctea Sul

Imagem resultante do "empilhamento" no Sequator de 291 fotos com exposição de 20s cada, totalizando um tempo de exposição integrado de 1h 37m 00s.

A imagem foi calibrada através de um serviço web de astrometria. Os dados completos podem ser obtidos em https://nova.astrometry.net/user_images/5304959#annotated.

Calibration

Center (RA, Dec):(193.755, -57.075)
Center (RA, hms):12h 55m 01.238s
Center (Dec, dms):-57° 04' 31.181"
Size:73.9 x 49 deg
Radius:44.318 deg
Pixel scale:86.6 arcsec/pixel
Orientation:Up is 32.8 degrees E of N


A imagem full size com as constelações identificadas pode ser vista aqui e com a grade de coordenadas equatoriais, aqui.

Também é possível ver a imagem sobreposta, com transparência ajustável, no WorldWide Telescope da American Astronomical Society.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Rastros de Estrelas (Star Trails)

Os rastros de estrelas em uma foto resultam do seu movimento aparente, causado pela rotação terrestre, em torno de um ponto imaginário onde o eixo da Terra "fura" o céu - o polo celeste.

sábado, 30 de outubro de 2021

Céu Estrelado sobre Nossa Casa

 

Durante uma fração do primeiro segundo, literalmente, vê-se à direita, em baixo próximo à árvore, uma estrela cadente. A Via Láctea, bem difusa, estende-se do canto inferior esquerdo ao superior direito, subindo à esquerda e descendo à direita com o avançar do vídeo. No centro, um pouco à direita, o Cruzeiro do Sul e a nebulosa escura Saco de Carvão e, ao longo do vídeo, umas simpáticas nuvens intrometidas que fizeram questão de dar as caras.

Vídeo time-lapse 4K criado no Corel VideoStudio com 291 fotos tiradas com uma Nikon D5100 com lente Tokina 11-16mm @11mm, f/2,8, ISO 1600, exposição de 20s, em formato RAW, processadas no Adobe Lightroom. As fotos foram batidas em 12/06/2021 das 18:45:00 às 20:36:30 com duração de 20s cada e intervalo de 3s entre elas. O vídeo é em 30fps e cada foto é um frame; assim cada segundo do vídeo corresponde a 690s em tempo real, ou seja, a velocidade do vídeo é 690x a real. 


Via Láctea no Sul do Brasil

Via Láctea vista do meu "observatório" - pátio da minha casa.

Foto tirada em 16/03/2021 às 02:33 com uma Nikon D5100 (APS-C) com lente Tamron 18-400 @18mm, ISO 200, exposição de 8s, em formato RAW, processada no Adobe Lightroom e editada no Corel PaintShop Pro.