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| Imagem anotada |
http://nova.astrometry.net/user_images/5767121#annotated
Com as restrições decorrentes da pandemia, encontrei na Astrofotografia de Quintal uma opção para “viajar”, sem sair do meu pátio.
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| Imagem anotada |
Há dez anos, em 23 de março de 2012, tirei uma série de fotos da aurora boreal no Mar de Barents, norte da Noruega, e publiquei esta no meu perfil do Facebook, que acabou se tornando minha primeira astrofotografia, já que a tentativa de fotografar aquele eclipse total do Sol, décadas antes, havia sido um retumbante fracasso.
Numa primeira tentativa de identificar as estrelas que aparecem na foto, sobrepus, sob a forma de uma imagem transparente, um mapa estelar "extraído" (screenshot) de uma visualização do planetário virtual The Sky Live Online Planetarium para o local, data, hora e campo de visão da foto, obtendo a imagem abaixo.
| Center (RA, Dec): | (251.555, 23.397) |
| Center (RA, hms): | 16h 46m 13.176s |
| Center (Dec, dms): | +23° 23' 48.188" |
| Size: | 44 x 29.2 deg |
| Radius: | 26.409 deg |
| Pixel scale: | 32.2 arcsec/pixel |
| Orientation: | Up is 352 degrees E of N |
Feliz Natal!
Nessa época sempre ressurgem as teorias relativas à bíblica Estrela de Belém, Estrela de Natal ou Estrela-Guia, que teria guiado os Reis Magos até o local do nascimento de Jesus. Das várias teorias surgidas ao longo dos séculos, todas sem comprovação, uma das que ainda persiste é a de uma conjunção planetária, defendida por Johannes Kepler em 1614 e que, com diferentes variações, tem seguidores até hoje.
Em dezembro do ano passado ocorreu uma conjunção de Júpiter e Saturno, a qual a mídia se referiu como a grande conjunção, chamando a atenção para o evento astronômico e também para as teorias sobre a Estrela de Belém. Embora essas conjunções não sejam tão raras, ocorrendo a cada 20 anos aproximadamente, uma com tal perfeição de alinhamento não acontecia há séculos. Daí a sua singularidade, ainda que vá se repetir daqui a "apenas" 60 anos. No dia de maior proximidade, ou seja, de melhor alinhamento, 21 de dezembro de 2020, a distância visual entre eles era de apenas 0,1°.
O pensamento predominante hoje é de que a estrela bíblica não corresponde a nenhum evento astronômico, mas a ocorrência da Grande Conjunção de Júpiter e Saturno às vésperas do Natal de 2020 foi, sem dúvida, um grande apelo, sugestivo e inspirador, à nossa imaginação e ao debate sobre a Estrela de Belém.
Na ocasião publiquei essa foto do evento, feita com uma teleobjetiva de 600 mm no dia 22/12/2020, no meu perfil do Facebook; este blog ainda não existia. Nela vê-se Saturno e um pouco acima Júpiter e as quatro luas de Galileu – de baixo para cima, Ganimedes, Io, Calisto e Europa. Clique sobre a foto para acessá-la em tamanho grande.
Como já dito em uma postagem anterior, a época já não é mais propícia à observação/fotografia da nossa galáxia e, dada a grande quantidade de fotos tiradas no dia 13 de junho, cobrindo um período de três horas, resolvi, para completar o trabalho com a Via Láctea neste ano, empilhar um outro grupo de fotos. Como já fiz uma imagem com as fotos do fim da série e as do início produziriam, por causa da semelhança de horários, uma imagem parecida àquela do dia anterior, a opção óbvia foi por um grupo de fotos do meio da série.
As fotos selecionadas foram integradas (empilhadas), resultando, após o processamento e a edição, a imagem abaixo.
A calibração da imagem foi feita, como nas outras, através do serviço do site Astrometry.net e os seus dados astrométricos estão disponíveis em
https://nova.astrometry.net/user_images/5374640#annotated
A Via Láctea sobre Pelotas, RS, em meados de junho, ao longo da noite
A época do ano já não é mais propícia para observar e/ou fotografar a Via Láctea, mas há alguns dias voltei a tentar fotografar a nossa galáxia.
Acontece que em 7 de novembro, ao cair da noite, a Lua nova e Vênus apareciam justo sobre o centro da Via Láctea. Olhei no Stellarium e... legal! Vai dar uma bela foto, incomum! Só que não... acabou na intenção, ficou na tentativa frustrada.
Ao usar uma exposição maior, 8s, para captar a luz da Via Láctea, a luminosidade da fina lua nova inundou toda a foto. Repetiu-se, de certa maneira, o ocorrido há mais de 50 anos, quando tentei fotografar o famoso eclipse total do sol de 1966 - lembram?... contei a história na postagem de 12 de novembro.
Poderia ter sido uma foto interessante se eu soubesse como captar a tênue luminosidade da galáxia, sem que a luz dos menos de 6% de lua alagasse tudo. Além da lua nova, transformada em um pequeno sol brilhante, aparece Vênus e várias constelações, como Sagitário e Escorpião (só a cauda), entre as quais se veria o centro da galáxia, mas... não se vê!
Estiveram presentes também os inimigos da Astrofotografia: as nuvens, que no caso não atrapalharam, até ajudaram a compor a foto, a obstrução visual do céu – construções, árvores – e, o principal, a poluição luminosa, aqui reforçada agora por um poderoso holofote, em um edifício próximo em final de construção, que ilumina as paredes da minha casa.
No planetário virtual Stellarium se vê assim; o mais proeminente é Vênus e não a Lua nova como na minha foto.
| Center (RA, Dec): | (256.212, -49.560) |
| Center (RA, hms): | 17h 04m 50.910s |
| Center (Dec, dms): | -49° 33' 35.881" |
| Size: | 93.7 x 62.1 deg |
| Radius: | 56.210 deg |
| Pixel scale: | 85.7 arcsec/pixel |
| Orientation: | Up is 352 degrees E of N |
12 de novembro de 1966 foi uma data histórica. Ocorreu aqui um evento que só se repete no mesmo lugar com intervalo de séculos – um eclipse total do sol.
Eu havia acabado de comprar minha primeira câmera, máquina fotográfica como era comum se chamar na época, e fui em uma excursão da faculdade, que eu tinha concluído no ano anterior e da qual havia me tornado Auxiliar de Ensino, à praia do Cassino, para observar o eclipse e o lançamento de mais de uma dezena de foguetes pela NASA.
| Center (RA, Dec): | (193.755, -57.075) |
| Center (RA, hms): | 12h 55m 01.238s |
| Center (Dec, dms): | -57° 04' 31.181" |
| Size: | 73.9 x 49 deg |
| Radius: | 44.318 deg |
| Pixel scale: | 86.6 arcsec/pixel |
| Orientation: | Up is 32.8 degrees E of N |