Desde que comecei a fazer astrofotografia, tenho utilizado o celular para determinar o azimute e a elevação do objeto celeste e alinhar a câmera com ele. O sucesso, ou insucesso, de uma sessão de fotos de céu profundo, usando distâncias focais de 100 mm ou mais, vai depender completamente, embora não só, de um alinhamento correto, já que enquadramento visual, em um céu com poluição luminosa elevada (Bortle 7), não é algo viável.
As bússolas digitais, como as dos celulares, e também as convencionais são muito afetadas pela interferência eletromagnética presente nos centros urbanos: variações bruscas de leitura, de 10, 15 graus ou até mais, são comuns, tornando impossível, muitas vezes, obter-se uma leitura confiável para fazer o alinhamento a um determinado azimute.
Depois de perder várias sessões de fotos por erros de alinhamento, causados por ajustes incorretos de azimute, resolvi demarcar uma linha de referência Norte–Sul para servir como base para o alinhamento da câmera.
Baseado nas determinações mais consistentes feitas com diferentes bússolas e no ângulo da construção com a direção Norte–Sul, deduzido da imagem de satélite do Google Maps, tracei uma linha de referência preliminar. Essa demarcação inicial foi refinada através de fotos feitas com a câmera alinhada a essa linha e calibradas astrometricamente pela técnica de resolução de placas (plate solving), chegando-se ao resultado ilustrado na foto abaixo.








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